quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Meus (quase) 30 e poucos anos


Eu aqui em mais uma noite de insônia senti vontade de colocar algumas ideias no papel, mas se me preocupar com métrica, rima ou poesia
Um texto que já prevejo ter um tom de auto ajuda, e ser somente o primeiro de uma série. Mas como eu não sou nem o Paulo para ser julgado e nem o Coelho para ser sucesso  a mim pouco importa os aplausos ou as vaias  pois sempre escrevi para agradar minha mais exigente critica, a minha alma.
Enfim tenho pensado muito com a proximidade dos meus 30 anos,  eu que sempre achei isso de idade uma convenção sem importância cá estou sentindo na pele o peso de ser uma balzaquiana (ou quase)
E é ai que os chavões se tornam mais evidentes, pois muito daquilo que eu escuto falarem sobre aquela tal maturidade tem se aplicado a mim e nesse momento sinto-me no limiar entre o desespero e o extremo conforto.
Primeiro porque me assumir madura dá medo, me sinto me despedindo do Bob esponja e juro que não sei se estou preparada para isso, mas também traz a paz de saber que vou para sempre poder assistir meus desenhos animados quando a mente pedir e os compromissores deixarem.
Vamos lá a alguns aprendizados tipicamente vindos de Zipia Gaspareto ou qualquer outro autor que o valha mas que se chocaram com a minha realidade e vulgarmente falando “deram na minha cara”
O que é o julgamento senão uma linda oportunidade de “queimar a língua” no futuro? Quase tudo que julguei, e acreditem sempre fui muito critica, acabei praticando senão igual mas semelhante o que me obrigou a colocar meu  “rabinho” entre as pernas abaixar a cabeça e entender  que só podemos julgar alguém quando temos uma moral impecável para isso, mas na verdade quem tem tal nível de elevação já aprendeu a muito tempo que julgar é não praticar o amor e sem amor ninguém se evolui.
O desespero? Esse meus amigos é inevitável em momentos extremos mas completamente desnecessário em todas as outras situações. O desespero, não paga contas, não restaura a saúde (muito pelo contrário) não traz seu amor de volta e ainda,atrapalha nossa capacidade de raciocinar, nos tira o equilíbrio físico e psíquico, o que  pode  piorar ainda mais uma situação que já não está digamos muito excelente. Se um problema  resolveu bater na sua porta a melhor forma de não super estima-lo  é pensar racionalmente em estratégias para fragmenta-lo,  resolve-lo ou ao menos ameniza-lo, tijolinho por tijolinho vamos construindo a tranquilidade de quem pode não saber como chegar no destino mas sabe que jaja encontra o mapa.
E as lamurias? Essas sim são o maior atraso na vida de uma pessoa, passar o dia reclamando de tudo aquilo que te falta não vai te trazer nada daquilo que você crer merecer e ainda pode espantar tudo  aquilo que de fato você já possui. Quem lamenta demais se torna chato, negativo e disperdiça o  tempo e a  energia que poderiam ser canalizados para atitudes edificantes (acredite um tanque de roupa suja ou esquenta a barriga no fogão pode ser melhor para mente do que reclamar) .
Pare de reclamar do que está ruim, de culpar a vida por suas infelicidade ou de se acomodar naquilo que não te faz pleno. Nunca é tarde para mudar de idéia, para pedir perdão, para tentar de novo, para voltar, reinventar
Seja ousado, audacioso, seja idiota, seja cabeça dura, seja o sim quando todo mundo te grita pelo não.... só não se permita ser covarde, porque pra a felicidade não gosta de covardia e para aqueles que estão sempre preferindo seus casulos com medo do que tem lá fora, por que para esses meus caros... é para esses não há perdão.

A vida é repleta de " E se..." então nada está perdido e também nada já está ganho logo  permita-se sentir”

Kandy Mattos

domingo, 2 de janeiro de 2011

Um sorriso me distraiu e sem querer minha muralha foi traída

Não pedi explicações e nem ao menos procurei entender

Resolvi acreditar no que sussurraram no meu ouvido em meio a uma mistura de cores e medos

Fechei os olhos e só então enxerguei tudo o que eu mais queria ver

Esqueci o finito na infinitude do seu olhar

Não apostei no destino escrevi minhas linhas

E quando em um pedacinho de tempo coube um mundo de emoções

Sai cantando e esqueci que não sei voar.

terça-feira, 23 de março de 2010

Incerta de incertezas

E eu que sempre fui uma taurina convicta
Certa de tudo aquilo que fazia e sentia
Mudanças nao faziam parte do meu itinerário
E a certeza era sempre desacompanhada de dúvidas

Hoje não sei ao certo o que saber
Sentir eu sinto só não sei o que
Virei um campo de batalha onde dois lados insistem em não ganhar
E o que existe certamente são só incertezas

Mas minhas raizes mesmo que expostas ainda estão fincadas
Me perco mas não desisto
Espero o tempo, que apesar de lento é amigo e nunca nós faz duvidar.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

INSANO VAZIO



As vezes acho que sofro de burrice sentimental crônica
Justo eu que sempre brinquei de não ser, agora me vejo sempre a merce de um tom um som um momento
Triste saber que as pessoas não sabem ser verdade e nem ao menos se preocupam em parecer gentileza.
E nesses horas sinto saudades daquilo que ja senti um dia, que apesar de furação era verdade que apesar de inconstancia era sentimento
Mas não pense você que sua esperteza poderá derrubar alguem que não a você mesmo.
Minhas lágrimas podem molhar meu rosto mas não inundarão teu ego.
Fique com sua acidez que eu me perco em minha melodia.
E no final da noite sonharei com os anjos enquanto você dorme agarrado em seu insano vazio.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Nossa a quanto tempo não escrevia por aqui....

A verdade é que o tempo sempre nos ensina muito
Situações, pessoas, lugares e em um instante nosso mundo muda
Ainda não sei ao certo se cada mudança é positiva ou não
Mas todas são pra lá de necessárias
Hoje não tenho muito a dizer
Me despedindo de um presente ausente e esperando um passado que não passou tanto assim
E por ai se vão os dias
E eu mais uma vez me despeço de quem nunca fui

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sejamos leais

Sei bem que não somos santos, até por que se fossemos não estariamos por aqui ainda, cada qual com seus defeitos, qualidades e particularidade e não me sinto nem de longe apta e apontar meu dedo e julgar quem quer que seja.
Se as pessoas soubessem o quanto a tolerância deixa nossa vida mais fácil e leve não ousariam usar da rigidez, até por que temos que entender que cada ser é um universo e nunca sabemos o que o outro passa ou sente.
É muito simples viver dentro de uma zona de conforto onde sempre a culpa é do outro, mas o fato é que cada um possui sua responsabilidade em cada situação e ter consciência que só mudamos a nós mesmos é essencial para mantermos o equilíbrio.
Nem sempre é fácil mas é possível e muito enriquecedor quando passamos a olhar a vida com um tom mais suave entendendo que nem tudo é preto ou branco, e que o radicalismo é uma grande perda de tempo.
Vivo em um esforço diário para colocar em pratica na minha vida esses entendimentos e sinto que cada vez fica mais fácil mas preciso admitir que ainda existem coisas que eu simplesmente não consigo aceitar.
Por mais que eu nao seja perfeita e assumo que nem sempre é muito simples conviver com alguém que sabe argumentar e não hesita em despejar as verdades mais cortantes, sem ao menos alterar o tom da voz, ou que consegue ignorar com certa frieza quem a incomoda
Ainda assim, ainda que eu tenha muitos defeitos algo que não faço e não consigo admitir é a tal da deslealdade, por mais raiva que uma pessoa desperte na outra, por pior que a situação seja acredito que lealdade é elemento de caráter que não pode e nem deve ser jogado ao vento.
Sejam estressados, irritados, percam o controle, que o sangue suba, que você seja humano e não consiga manter a gentileza mas nunca esqueçam que a pedra jogada e a palavra dita não voltam e que se você abrir mão dos seus princípios pode sentir na pele que confiança é coisa que se perde uma vez só

segunda-feira, 2 de março de 2009

Me faltam palavras

Eu queria soltar tudo aquilo que tem esgasgado minha fala
As palavras que de alguma forma sufocam por que precisam ser ditas
Tudo que penso e sinto é tão sincero que jamais deveria ficar presa nas entrelinhas de uma alma
Mas quando tento, os verboas parecem sumir
Até mesmo aqui tentando colocar no papel onde meus sentimentos são minha unica companhia, não consigo
Por muitas vezes penso em desistir de viver algo que talvez nem exista
Sinto que dou um passo a frente e varios para tras
Me decidir é outra coisa que por mais que eu pense não consigo
E justo eu que sempre soltei minhas palavras de forma tão facil, leve, constante
Sigo calada, reprimindo as coisas que mais gostaria de falar.