sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Acho impressionante minha falta de capacidade de aprender com certos erros, minha dislexia sentimental é algo tão imenso que chega ao ridiculo.
Por mais que eu pense, tente e me convença a ir diante da sensatez, uma simples palavra doce (ou que eu julgue ser doce) é suficiente para derrubar minha armadura e me tornar aquela pessoa mole outra vez.
Houve um tempo em que essa ingenuidade me tornava diferente, interessante, e era até um tanto charmoso. Mas hoje só faz com que eu me sinto pra lá de patetica.
Porém como negar minha natureza? mesmo que muitas vezes ela me atormente me atrapalhe e me faça sofrer, ainda não me sinto capaz (e nem ao menos sei se quero) de deixa-la .
Sei que é importante amadurecer, e se proteger de certas situaçoes faz parte dessa estrada, mas me recuso a deixar de acreditar.
E ainda bem que voce não sabe , mas sim uma unica palavra sua ainda pode mudar tudo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Alguem aqui ja se sentiu sentada no ponto esperando o bonde da vida passar sem saber se ele está atrasado, ja passou e você perdeu ou simplesmente você que ainda não esperou o suficiente e jajá ele estará por vir?
Tenho me sentindo assim ultimamente, sentada em cima da minha imensa bagagem cheia de sonhos, pretençoes, desejos e medos vendo outras pessoas passarem em seus bondes sem saber ao certo o que me espera.
Claro que surge um certo desespero ao pensar que ele pode ter passado diante dos meus olhos e eu com minha lerdeza caracteristica simplesmente não notei e agora estou fadada a ficar aqui olhando o bonde alheio passar.
Mas será que a vida se resume a uma oportunidade, e ou a pegamos ou perdemos toda nossa chance ou há varios momentos em que podemos "fisgar" a felicidade?
Me pergunto isso diariamente e a resposta não me parece clara, sinto até vontade de ir a pé mas minha bagagem é pesada demais e eu não me sinto disposta a abandonar meus sonhos e desejos, só talvez alguns medos que com toda certeza são o que mais pesam.
Sim, estou perdida e nem ao menos sei em qual momento foi que me perdi, e confesso estar um pouco cansada de tentar descobrir.
Porém, se existe uma coisa que desde sempre aprendi é que por mais estranha que esteja a situaçao o desespero jamais ajuda e por isso mantenho minha calma (que beira a apatia) respiro e sigo em rumo ao desconhecido.