Eu aqui em mais uma noite de insônia senti vontade de
colocar algumas ideias no papel, mas se me preocupar com métrica, rima ou
poesia
Um texto que já prevejo ter um tom de auto ajuda, e ser
somente o primeiro de uma série. Mas como eu não sou nem o Paulo para ser
julgado e nem o Coelho para ser sucesso
a mim pouco importa os aplausos ou as vaias pois sempre escrevi para agradar minha mais
exigente critica, a minha alma.
Enfim tenho pensado muito com a proximidade dos meus 30
anos, eu que sempre achei isso de idade
uma convenção sem importância cá estou sentindo na pele o peso de ser uma balzaquiana
(ou quase)
E é ai que os chavões se tornam mais evidentes, pois muito
daquilo que eu escuto falarem sobre aquela tal maturidade tem se aplicado a mim
e nesse momento sinto-me no limiar entre o desespero e o extremo conforto.
Primeiro porque me assumir madura dá medo, me sinto me
despedindo do Bob esponja e juro que não sei se estou preparada para isso, mas
também traz a paz de saber que vou para sempre poder assistir meus desenhos
animados quando a mente pedir e os compromissores deixarem.
Vamos lá a alguns aprendizados tipicamente vindos de Zipia
Gaspareto ou qualquer outro autor que o valha mas que se chocaram com a minha realidade
e vulgarmente falando “deram na minha cara”
O que é o julgamento senão uma linda oportunidade de “queimar
a língua” no futuro? Quase tudo que julguei, e acreditem sempre fui muito
critica, acabei praticando senão igual mas semelhante o que me obrigou a
colocar meu “rabinho” entre as pernas
abaixar a cabeça e entender que só
podemos julgar alguém quando temos uma moral impecável para isso, mas na
verdade quem tem tal nível de elevação já aprendeu a muito tempo que julgar é não
praticar o amor e sem amor ninguém se evolui.
O desespero? Esse meus amigos é inevitável em momentos
extremos mas completamente desnecessário em todas as outras situações. O
desespero, não paga contas, não restaura a saúde (muito pelo contrário) não
traz seu amor de volta e ainda,atrapalha nossa capacidade de raciocinar, nos
tira o equilíbrio físico e psíquico, o que pode piorar ainda mais uma situação que já não está
digamos muito excelente. Se um problema resolveu bater na sua porta a melhor forma de
não super estima-lo é pensar
racionalmente em estratégias para fragmenta-lo, resolve-lo ou ao menos ameniza-lo, tijolinho
por tijolinho vamos construindo a tranquilidade de quem pode não saber como
chegar no destino mas sabe que jaja encontra o mapa.
E as lamurias? Essas sim são o maior atraso na vida de uma
pessoa, passar o dia reclamando de tudo aquilo que te falta não vai te trazer
nada daquilo que você crer merecer e ainda pode espantar tudo aquilo que de fato você já possui. Quem lamenta
demais se torna chato, negativo e disperdiça o tempo e a energia que poderiam ser canalizados para
atitudes edificantes (acredite um tanque de roupa suja ou esquenta a barriga no
fogão pode ser melhor para mente do que reclamar) .
Pare de reclamar do que está ruim, de culpar a vida por suas
infelicidade ou de se acomodar naquilo que não te faz pleno. Nunca é tarde para
mudar de idéia, para pedir perdão, para tentar de novo, para voltar, reinventar
Seja ousado, audacioso, seja idiota, seja cabeça dura, seja
o sim quando todo mundo te grita pelo não.... só não se permita ser covarde,
porque pra a felicidade não gosta de covardia e para aqueles que estão sempre
preferindo seus casulos com medo do que tem lá fora, por que para esses meus
caros... é para esses não há perdão.
“A vida é repleta de
" E se..." então nada está perdido e também nada já está ganho logo permita-se sentir”
Kandy Mattos

Um comentário:
Li seu texto imaginando você o declamado, com todo o sotaque e nuances que lhe é tão peculiar.
Foi muito bom dar uma olhada na velha pasta de favoritos, pena que você parou de postar em 2012...
Fica com Deus, se cuida!
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